Reforma tributária 2026: o que muda para o varejo brasileiro

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Reforma tributária é o termo utilizado para definir a maior mudança no sistema de impostos sobre consumo no Brasil em décadas, e sua implementação afetará diretamente todo o varejo, desde pequenas lojas de bairro até grandes redes nacionais.

A reforma tributária foi criada para simplificar tributos, reduzir burocracia, aumentar a transparência e diminuir disputas fiscais entre estados, trazendo um novo modelo baseado em impostos unificados.

Como toda reestruturação dessa magnitude, a reforma tributária exige atenção especial de empresários, gestores e equipes administrativas.

Neste guia completo, vamos explicar o que muda, por que o Brasil está passando por essa reforma tributária, como será a transição, o impacto no varejo e o que sua empresa precisa fazer imediatamente.

O que é a Reforma Tributária 2026 e por que ela está acontecendo

Simplificação do sistema atual

O Brasil possui um dos sistemas tributários mais complexos do mundo, algo frequentemente destacado por entidades como a CNI e o Banco Mundial. A alta burocracia e a existência de múltiplos tributos sobre consumo geram conflitos, custos administrativos elevados e insegurança jurídica.

Segundo a Agência Brasil, “o Brasil convive hoje com regras complexas, diferentes legislações estaduais e municipais e altos custos com cumprimento das obrigações acessórias” (Agência Brasil, 2025).
Isso tem impacto direto no varejo: erros fiscais, retrabalho, sistemas engessados, dificuldade para emitir notas e altos custos contábeis.

A reforma tributária surge como resposta para corrigir esse cenário.

Unificação de tributos

Com a nova estrutura, os atuais tributos sobre consumo (ICMS, ISS, PIS, COFINS e IPI) serão substituídos por dois novos impostos:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) — federal
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) — estadual e municipal

De acordo com o Senado Federal, “a implementação será gradual, começando em 2026, com plena vigência prevista para 2033” (Senado Notícias, 2024).

A lógica é semelhante à de países que utilizam o IVA (Imposto sobre Valor Agregado), reduzindo a cobrança em cascata e tornando o sistema mais justo e transparente.

Quando a reforma começa a valer: cronograma oficial

A transição não será imediata. Ela ocorrerá em fases:

2026: ano de testes

O governo determinou que 2026 será o período de operação assistida.
As empresas deverão:

  • emitir notas fiscais com simulação de IBS e CBS
  • treinar equipes
  • atualizar sistemas

Não haverá cobrança real dos novos impostos ainda, mas será obrigatório testar.

2027: início da cobrança da CBS

A CBS substitui PIS/COFINS/IPI.
O IBS começa a ser introduzido gradualmente.

2027 a 2033: transição completa

O ICMS e o ISS diminuem gradativamente enquanto o IBS aumenta.

2033: fim da transição

Os antigos impostos sobre consumo deixam de existir.

Esse prazo longo não deve ser interpretado como “tem tempo”. Pelo contrário: quem se organiza agora sai na frente.

Principais impactos da Reforma Tributária no varejo brasileiro

Impacto na formação de preços e margens

Com o novo IVA dual, a formação de preços tende a se tornar mais transparente, porém exigirá revisão completa das tabelas de preço, custos e markup.

Redes varejistas serão fortemente afetadas pela mudança no cálculo tributário sobre:

  • produtos de alto giro
  • produtos importados
  • produtos com substituição tributária
  • bens de consumo essenciais

Os ajustes devem ser feitos com análises detalhadas, pois as novas alíquotas podem aumentar ou reduzir custos.

Mudanças na emissão de notas fiscais

O varejo precisará se adaptar ao novo modelo nacional de nota fiscal, que trará campos específicos para IBS e CBS.

Softwares não atualizados podem:

  • gerar erros de validade fiscal
  • sofrer rejeição de nota
  • criar divergências tributárias
  • aumentar riscos de multas

Revisão de processos internos

Gerentes e empresários precisarão atualizar fluxos de:

  • entrada de nota
  • saída de mercadoria
  • conciliação fiscal
  • categorização de produtos
  • tributação por NCM

Essa revisão deve ser feita com equipe treinada e sistemas preparados para a mudança.

Desafios de compliance

A transição exigirá cuidados redobrados com auditoria e compliance.
Aumento da fiscalização digital deve ser esperado.

Segundo o Ministério da Fazenda, “o novo sistema permitirá rastreamento tributário mais eficiente e digitalizado em toda a cadeia produtiva” (Ministério da Fazenda, 2025).

Oportunidades para empresas bem preparadas

Embora a reforma traga desafios, também cria oportunidades:

  • processos mais simples
  • menor risco de multas
  • redução de litígios
  • previsibilidade de custos
  • melhora do ambiente de negócios

Empresas com sistemas modernos terão vantagem competitiva.

Leia também: NFC-e: Migração Fiscal Obrigatória de SAT-SP e MF-e (2026)

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Como o varejo deve se preparar desde já

1. Atualize seu sistema de gestão

O software usado pela empresa precisa estar adaptado:

  • emissão fiscal com IBS e CBS
  • relatórios com as novas regras
  • integração com NF-e/NFC-e
  • cálculos automáticos de IVA dual

2. Capacite sua equipe

Funcionários precisam entender:

  • mudanças nas notas
  • novos tributos
  • impacto nas rotinas financeiras
  • ajustes de estoque e entrada/saída

3. Simule cenários financeiros

Use os novos modelos tributários para prever:

  • margens
  • ponto de equilíbrio
  • custo de operação
  • impostos por categoria

4. Revise contratos e fornecedores

A mudança tributária afetará:

  • contratos de compra
  • prazos de entrega
  • custos logísticos
  • negociações de preço

5. Acompanhe publicações oficiais

A reforma ainda passará por regulamentações estaduais e ajustes.

A reforma tributária mudará profundamente o varejo brasileiro.
Empresas que se prepararem agora terão transição mais tranquila e poderão aproveitar as oportunidades trazidas pelo novo modelo tributário mais moderno, transparente e simples.

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